terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Folclore na escola - por Neusa Secchi

    Torna-se cada vez maior nos meios educacionais as políticas de valorização da diversidade cultural e a inclusão de conteúdos sobre as culturas populares tradicionais como temas curriculares transversais.

     Entendemos que a "oralidade e a escola" são conceitos cuja aproximação tem sido problemática uma vez que a escola historicamente se consolidou como um dos templos do saber fixado pela escrita, o saber letrado das camadas sociais. Essa escola rejeita a cultura oral, tradicional própria dos povos agrafos - aqueles que não tiveram necessidades ou oportunidades históricas do desenvolver ou do servir-se da escrita.

     Ainda temos uma Escola padronizada, uma educação mais imposta pelas elites do que voltada para o saber popular. Nesta perspectiva nem sempre o saber popular é levado em consideração, ocasionando uma desqualificação da cultura popular e de seu valor enquanto instrumento e conteúdo a ser trabalhado na instituição escolar.

     Há um choque cultural entre a Escola e a Comunidade, pois os conhecimentos transmitidos preservam a hegemonia da cultura erudita como norma geral de comportamento social, desconsiderando os saberes produzidos e preservados pela comunidade: possui modo de vida, valores, crenças e hábitos próprios.

     Muitas escolas tratam tais manifestações, a identidade étnica, como conhecimento a ser sistematizado no transcorrer do currículo escolar de maneira superficial e em ocasiões comemorativas.

     O valor educativo do folclore não tem sido suficientemente aproveitado pela escola. As razões disso parecem estar na falta de conhecimento dos educadores sobre o assunto. Conhecimento estes que os educadores deveriam receber de forma sistemática em seu curso de formação, pois o risco de dispor-se a educar crianças e adolescentes sem dispensar atenção à bagagem cultural tradicional que trazem da sua família, num ensino dissociado da vida real.

     O Folclore é inerente a todas as camadas sociais, é vivenciado no cotidiano através da linguagem, vocábulos, ditos, gestos, alimentação, artesanato, brinquedos, brincadeiras, crendices, superstições, música, dança, etc. São aspectos básicos para o desenvolvimento da identidade regional que precisam ser resgatados e estudados pelo professor, com a finalidade de selecionar e adaptar como vai aplicar no processo de ensino aprendizagem.

     A escola é o ambiente propício para a aprendizagem da cultura tradicional do seu meio e obtida das mais diversas formas de divulgação e expressão no campo de ação material e imaterial, e na complexidade de suas dimensões históricas, geográficas e sociais.

     É preciso conscientizar os jovens da importância do conhecimento sobre nossas raízes e tradições, despertando o interesse em redescobrir e valorizar, tanto nas periferias, zonas rurais e urbanas, as belezas ancestrais guardadas na memória de nossos pais e avós.

     Despertar no aluno o gosto pelas coisas da comunidade que habita, apego aos usos e costumes locais para melhor compreender o passado cultural e histórico de seu povo.     

     O projeto pedagógico da escola é o documento que define quais são as intenções da escola, suas finalidades, objetivos e propostas que traçam a realização trabalho de qualidade e o desejo coletivo de todos os segmentos: Escola/Cultura Tradicional.

     Formar a prática pedagógica mais democrática e participativa, um currículo adequado à diversidade cultural e as necessidades da sua comunidade escolar.
Para que ocorra uma identidade cultural é preciso ter um currículo multicultural e que a linguagem seja a mesma sobre todos os segmentos que compõem o contexto escolar.

     Atualmente a legislação em vigor ampara iniciativas de elaboração de currículos capazes de contribuir para a construção de uma sociedade plural que contempla a diversidade cultural.

     O professor é importante como agente preservador da herança cultural, da tradição do seu povo. Ele soma cultura quando aprende com a criança suas canções, brincadeiras e transmite às outras, oportunizando situações de preservação.

     A iniciação da criança na escola deveria ser organizada de uma forma suave e afetiva, trazendo para o ambiente escolar o ensino formal oportunizado pela família e, em grande parte representado pelo Folclore: rodas cantadas, contos, fábulas, adivinhações, trava-línguas, dancinhas, recortes, dobraduras, confecções de mobílias, brincadeiras tradicionais.

     A Escola vem ampliando suas atividades e tarefas que eram da família. O estilo de vida nos grandes centros urbanos, dificuldades económicas, habitações com espaços reduzidos, necessidades do trabalho fora da mãe, colocam os pais uma convivência menor com os filhos e a escola vai suprindo as necessidades dessas lacunas. Oferece aos alunos a oportunidade de realizar atividades complementares artísticas, culturais, esportivas e lazer criando um vínculo Escola-Comunidade.

     Paulo Freire: "Educação deve ser integradora, integrando professores e alunos numa criação e recriação de conhecimentos comumente partilhados. O conhecimento atualmente é produzido longe das salas de aula, por pesquisadores, acadêmicos, livros didáticos e comissões oficiais de currículos, mas não é criada e recriada pelos estudantes e professores na sala de aula".


 conhecimento atualmente é produzido longe das salas de aula, por pesquisadores, acadêmicos, livros didáticos e comissões oficiais de currículos, mas não é criada e recriada pelos estudantes e professores na sala de aula.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Rezas e benzeduras - por Cristiano da Silva Barbosa


Entre os males que afligem os homens, a doença é a mais frequente. A cura, com base na força miraculosa, em poderes sobrenaturais, sempre foi uma constante em sua existência, através dos tempos e entre diferentes partes do mundo. A história também mostra que o homem começou a procurar meios de se livrar das doenças, criando uma medicina popular. 

Em lugares totalmente desprovidos, muitas vezes de recursos e conforto, os gaúchos aprendem a se “defender” e usar tudo o que a natureza oferece. Uma cultura passada de geração em geração e que, a cada dia, com a “modernidade”, vem desaparecendo. Gaúchos muitas vezes brutos e ao mesmo tempo afetuosos, muitos analfabetos. Acreditavam no poder das rezas e benzeduras e ainda mais, nas pessoas, na firmeza de um olhar ou um aperto de mão. Pode-se afirmar que nem tudo se resolvia com as rezas, mas constata-se que curaram muita gente. 

     No Rio Grande do Sul, é a benzedeira que tem todos os métodos não ortodoxos no exercício da cura e, afinal, o que todos querem é estar bem. 

     Existem diferentes formas de reza e benzeduras para cada situação. Essas são acompanhadas de uma oração bem simples e um ritual repetitivo, dependendo muito da fé de quem benze e de quem busca a cura, podendo ser à distância, mas sempre acompanhada de uma peça de roupa a quem se direciona a oração. Como se disse, as palavras não são mais importantes que a fé que a pessoa tem em Deus. 

     Nas benzeduras não existe súplica ou pedido, a reza é feita apoiada na força da palavra, ficando evidente que, ao ser pronunciado, o mal se afasta naturalmente. 

     Como as rezas são passadas oralmente, muitas palavras são deturpadas, mas a benzedura segue o rito fielmente. É muito difícil obter uma reza, porque essa é realizada com rapidez e em voz sempre baixa, pois, se revelada, a benzedura perde o ”poder de cura.” 

     São fontes intermináveis de energia, desejos de fazer o bem, possuem um olhar magnetizante, aquela candura que nos passa sensações muito boas. Elas mobilizam poderes, unindo a vontade de curar, de fazer o bem, com obediência e concentração, transformando e dissolvendo as energias negativas. 

     Não existe “profissão benzedor” e em sua maioria, não cobram. É comum às pessoas que se curaram, sentirem-se gratificadas e retribuirem espontaneamente em forma de dinheiro, alimentos variados, que vão desde produtos agrícolas aos de feitura caseira. 

   

     A religiosidade, que essas pessoas apresentam, diante dessas manifestações, vem a se constituir em verdadeiros temas folclóricos que servem para mostrar todo reconhecimento e respeito a Deus. A inteligência natural, da gente da terra, supria a incultura com sua espontaneidade no trato da matéria espiritual.

      Não se encontrou nenhum benzedor que se propunha a ter pensamentos negativos, no sentido de prejudicar alguém ou causar atraso na vida de uma determinada pessoa, ou mesmo orações com conteúdos maléficos. Todo o benzedor tem pia credulidade em Deus e escolhe para si um santo católico devocionista. Por isso, este é sempre bem recebido na comunidade em que vive, com afabilidade e simpatia. É uma pessoa simples, muitas vezes pouco letrada, que confia no seu poder de transmitir o bem aos outros. 

Fragmento do livro Ensaios Sobre o Povo Gaúcho.
Cristiano da Silva Barbosa





Nota de Falecimento - Telmo de Lima Freitas

 

     É com enorme pesar que comunicamos  a morte do cantor e compositor Telmo de Lima Freitas, nesta quinta-feira (18), aos 88 anos (completados dia 13), em Cachoeirinha. O prefeito Miki Breier decretou luto oficial de três dias.

      Natural de São Borja, morou durante anos em Uruguaiana e outras cidades do interior como Itaqui, durante 4 anos aonde se aposentou como agente da policia Federal. Com os grandes amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo "Os Cantores dos Sete Povos", com o qual conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das 11 primeiras edições do festival.

      Telmo foi autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago", lançado pela Editora Treze de Maio. Em 2006, o músico gravou em Porto Alegre uma compilação de suas composições, denominada "Aparte", com participação de familiares. Ele foi patrono da Semana Farroupilha em 2009.

     Telmo será lembrando não somente por sua voz ou suas letras, mas também pela humildade e o carinho ao receber os visitantes. De morar em um sítio, onde preparava um arroz com galinha quando chegava uma visita e seu modo de falar firme, que inspirava segurança e confiança para quem conversava com ele. 

#DescaseEmPaz

MIssão Continua - CGF, no Diário de Santa Maria


 Erika Hanssen Madaleno - Diretoria de Comunicação da CGF

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Crenças populares do folclore

Comer uvas e romãs no Ano Novo para ter sorte e fortuna durante o decorrer do ano que inicia.

Ferradura detrás da porta para espantar o mau-olhado.

Aquela que pega o buquê da noiva será a próxima a se casar.

Quando a grávida fica com vontade, a criança nasce lesada ou com mania daquilo que foi negado à gestante.

Quebrar espelho dá sete anos de azar.

Apontar para as “Três Marias” (estrelas) faz nascer verrugas no dedo indicador.

Cruzar com um gato preto dá azar, assim como atravessar por debaixo de uma escada.

Trevo de quatro folhas trás sorte, assim como o pé de coelho.

Sexta-feira 13 é dia de acontecimentos estranhos e desgraças.

Bater três vezes em madeira afasta coisas ruins.

Aspectos do Folclore


      Apesar das características físicas serem essencialmente as mesmas, o comportamento humano tem muitas diferenciações. Observe-se os povos e seus costumes no que se refere a vestuário, alimentação, habitação, convenções sociais, morais, etc.

     O homem aprende comportamentos, adquiridos e transmitidos. Quando nasce, encontra-se despreparado geneticamente para responder aos estímulos imediatos do meio ambiente, pois não tem condições de sobreviver e suprir suas necessidades básicas. Aprende a comer, falar, a andar e executar atividades que o capacitam a assumir o seu papel. Na infância e adolescência, recebe um aprendizado que o torna apto a conviver com o grupo do qual ele faz parte.

     O homem reúne-se em grupos que, por seus meios e modos peculiares, poderíamos chamar de sociedades; por sua vez, estas formam um conjunto de conhecimentos, hábitos e costumes: a cultura. Assim, cada sociedade humana tem sua cultura.

     Toda vez que o homem, através do tempo e em qualquer lugar da terra, descobre, constrói, modifica, inventa, desenvolve conhecimentos, está acumulando cultura.

     Edward Tylor definiu cultura como aquele todo complexo de costumes, leis, arte, moral, religiões ou credos, como capacidades e hábitos desenvolvidos pelo homem como membro da sociedade.

    Ashley Montiga já diz ser cultura a resposta para as necessidades do homem.

    Herskovits nos ensina que cultura é a parte do ambiente feita pelo homem. Salienta-se, aqui, que não seria o ambiente natural, mas o sociocultural.

     O homem detém categorias culturais diferenciadas dos outros animais: a tecnologia, a tradição, o progresso, o poder de pensar, racionalizar e refletir.

     Vamos regredir no tempo supridas suas necessidades primárias (sobrevivência e procriação), o homem sentiu anseio de comunicar-se. Então, descobre a música, a mais antiga forma de linguagem, posteriormente, combina a música à fala na expressão única do canto, adaptando o aparelho respiratório e e ultrapassando suas limitações.

     A esta altura, ritualista e místico, dominando diversas linguagens, o nosso homem moderno quer transmitir o que aprendera, surge a escrita. As descobertas, escrita rupreste ( rupestre é o termo que denomina as representações artísticas pré-históricas realizadas em paredes, tetos e outras superfícies de cavernas e abrigos rochosos, ou mesmo sobre superfícies rochosas ao ar livre), hieróglifos, artefatos, etc, dão-nos a visão do homem universal.

     Do exposto, vimos que a cultura, embora tenha origem na capacidade mental, não é um processo isolado. Gonzaga de Mello esclarece que ela não será, com certeza, a simples soma de experiências individuais, interiorizadas em cada indivíduo da sociedade. É, antes, uma resultante dessas experiências, cristalizadas sob as mais variadas for mas como documentos, escritos, obras de arte, fitas magnéticas, fotos, filmes, etc. Um fato de fácil constatação é que um indivíduo, por mais "culto" que possa ser (no sentido de quantidade e intensidade de culturas aprendidas}, não consegue jamais conhecer toda a sua cultura.
Para Julieta de Andrade, a cultura existe na comunicação e manifesta-se em duas modalidades: a erudita, que procede do ensinamento direto, ministrado através das organizações intelectuais — universidades, academias, escolas, igrejas, imprensa, cinema, etc. Outra, a espontânea, é aprendida de maneira informal, na vivência do homem com seu semelhante, do nascimento à morte. Pela ação dessas moda/idades, surgem as culturas comerciais, de consumo: a popularesca, comumente chamada popular, e a cultura de massas, produzidas pelas grandes e complexas empresas. 

     Os fatos de cultura espontânea dizem respeito à Ciência do Folclore, ramo da Antropologia Cultural, que estuda as manifestações espontâneas do homem na sociedade letrada.

     Sendo expressão de cultura popular, o folclore envolve todos os campos da atividade humana, tanto materiais como espirituais com seus ritos e lendas, histórias, provérbios, adivinhas e parlendas; danças, artes e artesanato, crenças e crendices. Manifesta-se na técnica da bordadeira, dos trançadores, dos arreieiros, na modelagem, cestaria e tecelagem artesanais; nas festas e folguedos em suas funções específicas; na homenagem aos santos padroeiros, nos ciclos natalinos, juninos. . .

     É o acontecer de cada um, historiado nos ritos de passagem: batizado, comunhão, noivado, casamento... O aprender crescendo, exercitando o corpo e a a Ima na lúdica, nas rodas cantadas, onde os valores começam a se delinear; o ensaio da Infância no acalanto da bruxinha de pano ao futuro desempenho.
Ê fonte inesgotável que vivifica obras literárias e artísticas. Aproveitado na escola primária, o folclore contribui à formação psicossocial da criança pelo caráter de nacionalidade que imprime. A nível de segundo grau, conscientiza na medida de sua importância como cultura detentora de valores que devem ser respeitados e protegidos.

     No curso superior, passa a ser estudado com maior profundidade, através de suas implicações antropológicas, sociológicas, psicológicas e estéticas.

     Conhecendo, assim, os fatos de sua cultura espontânea, a sociedade estará melhor capacitada a reagir, face a descaracterização de seus usos e costumes.

Fonte: RS Aspectos do Folclore
Martins Livreiro Editor 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Comissão Gaúcha de Folclore elege nova Diretoria

  

Acima e ao centro, Rogério Bastos. Abaixo, Renata Pletz e Marco Aurelio Alves

   A Comissão Gaúcha de Folclore (CGF) realizou na tarde de hoje (16/02) sua assembleia geral ordinária virtual para eleição da nova diretoria, gestão 2021-23. Por unanimidade, foi eleita a chapa que tem Rogério Bastos como presidente, Marco Aurelio Alves como 1° vice e Renata de Cássia Pletz para a 2ª vice-presidência.

     Aimara Bolsi será a 1ª secretária e Mara Muniz do Amaral a 2ª secretária. Paula Simon Ribeiro foi eleita 1ª tesoureira e Daniel Zardo como 2° tesoureiro. A Diretoria de Eventos ficará a cargo de Paulo Elias e Delurdes Costa. Como diretores de Interior, Rui Rodrigues e Mara Muniz. Na área de Comunicação, assume Erika Hanssen Madaleno.

     Entre as diversas metas da nova Diretoria, estão a promoção de exposições itinerantes pelo Estado, a realização do 2º Forum Estadual de Folclore, a recriação de um programa radiofônico sobre Folclore, a publicação do livro dos 75 anos da CGF e, especialmente, realizar um trabalho especial sobre os 70 anos da Carta do Folclore Brasileiro.


     A Comissão Gaúcha de Folclore foi fundada em 23 de abril de 1948 por Dante de Laytano, que reuniu um grupo de intelectuais, artistas e professores universitários com o objetivo de estudar as manifestações da cultura popular do Rio Grande do Sul.

     A CGF é filiada à Comissão Nacional de Folclore juntamente com as outras 24 Comissões de outros estados e, como as demais, segue as diretrizes da Carta do Folclore Brasileiro, aprovada em 1951 durante o I Congresso Nacional de Folclore no Rio de Janeiro, revista em 1995 durante o IX Congresso Brasileiro de Folclore realizado em Salvador.

Erika Hanssen Madaleno
Jornalista - 4728 MTB

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Festerê - Inscrições abertas para espetáculos e oficinas


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O FESTERÊ!

Seleção de 18 espetáculos teatrais infanto-juvenis;

Seleção de 9 oficinas artísticas para os segmentos teatro, circo, dança, música, literatura, artes visuais e brincadeiras populares.

CACHÊ POR ESPETÁCULO: R$ 2.000,00

CACHÊ POR OFICINA: R$ 1.200,00

Acesse o nosso site, leia o regulamento e se inscreva.

www.grupoborogodo.com.br 

     Do dia 2 a 22 de fevereiro os artistas, grupos, coletivos, companhias teatrais e oficineiros de arte do Estado do Rio Grande do Sul poderão inscrever seus espetáculos teatrais infanto-juvenis e oficinas para os segmentos teatro, circo, dança, literatura, artes visuais e brincadeiras populares para esta edição do Festerê, que em virtude da pandemia, será TOTALMENTE ONLINE.  Toda a programação será oferecida de forma gratuita, com medidas de acessibilidade e inclusão.

     A programação pretende mostrar a diversidade do teatro gaúcho a fim de, junto de uma grade exclusiva de oficinas, estabelecer pontes de diálogo, arte e entretenimento de qualidade com o público neste período de isolamento social. 

      Siga nossas redes sociais e acompanhe de perto o Festerê!   @grupoborogodo

     Este projeto é realizado com recursos da Lei n° 14.017/2020

Fonte: Alessandra Motta

Assembleia Geral Ordinária será virtual, dia 16 de fevereiro

 


Pauta:

1. Abertura da Assembleia Eletiva pelo presidente da CGF;
2. Indicação de presidente da Assembleia pelo plenário dos associados;
3. Referendo da decisão do Conselho Consultivo e Fiscal que tratou da prorrogação de mandatos até 16 de fevereiro de 2021.
4. Apresentação de chapa com associados efetivos concorrentes aos cargos estatutários eletivos da Diretoria da CGF para a gestão 2021-23: presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente da CGF, e para três membros titulares e dois suplentes para o Conselho Consultivo e Fiscal, para os anos de 2021 e 2023.
5. Eleição propriamente dita pelos associados efetivos que formam o plenário.
6. Proclamação do resultado e Posse dos eleitos: presidente, 1º e 2º vice-presidentes
7. Eleição do presidente e do vice-presidente do Conselho Consultivo, concorrendo três membros titulares eleitos e ex-presidentes da CGF, membros estatutários permanentes. 
8. Apresentação e posse pelo presidente eleito dos cargos listados no Art. 25, alíneas “d “a “j”.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Comissão Gaúcha de Folclore irá escolher sua Diretoria para o biênio 2021/2023

  EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA ELETIVA
TRIÊNIO 2021 A 2023


     Em  razão da pandemia de coronavírus 19 e das restrições impostas pelas autoridades competentes que restringem reuniões presenciais, por decisão do Conselho Consultivo, de acordo com o artigo 58 do Estatuto, por decisão unânime do Conselho Consultivo e Fiscal com base no art. 72 do estatuto, os mandatos dos dirigentes da Gestão 2018-20 foram prorrogados até o dia 16 de fevereiro de 2021.  

     O presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, Octávio Souza Capuano, convoca os associados fundadores e efetivos, de acordo com o que  determina o Estatuto vigente em seu Art. 10, alíneas a e b,  Art. 11, parágrafo 1º,  e os  Art. 19, 20, 21, 25 e 38 para a realização de Assembleia Geral Ordinária – Assembleia Geral Eletiva virtual, no dia 16 de fevereiro de 2021, pela plataforma Zoom com ID e Senha de acesso  a ser informada no grupo de Whats app., às 15:00h em primeira convocação e às 15h30min com qualquer número de associados  fundadores e efetivos presentes.

Com a seguinte pauta:

1. Abertura da Assembleia Eletiva pelo presidente da CGF;

2. Indicação de presidente da Assembleia pelo plenário dos associados;

3. Referendo da decisão do Conselho Consultivo e Fiscal que tratou da prorrogação de mandatos até 16 de fevereiro de 2021.

4. Apresentação de chapa com associados efetivos concorrentes aos cargos estatutários eletivos da Diretoria da CGF para a gestão 2021/23: presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente da CGF, e para três membros titulares e dois suplentes para o Conselho Consultivo e Fiscal, para os anos de 2021 e 2023.

5. Eleição propriamente dita pelos associados efetivos que formam o plenário.

6. Proclamação do resultado e Posse dos eleitos: presidente, 1º e 2º vice-presidentes

7. Eleição do presidente e do vice-presidente do Conselho Consultivo, concorrendo três membros titulares eleitos e ex-presidentes da CGF, membros estatutários permanentes. 

8. Apresentação e posse pelo presidente eleito dos cargos listados no Art. 25, alíneas “d “a “j”.

Porto Alegre, 25 de janeiro de 2021



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Comissão Gaúcha de Folclore organiza escolha da nova diretoria


        A Comissão Gaúcha de Folclore – CGF, instituição criada em 23 de abril de 1948 para pesquisa, registro, defesa, promoção e divulgação dos fatos folclóricos do Rio Grande do Sul está programando a escolha da nova diretoria para o triênio 2021/2023. Devido ao distanciamento controlado proposto pelas autoridades de saúde e, ter muitos de seus membros dentro do grupo de risco da Covid-19, o prazo para a assembleia venceu (novembro de 2020). Por decisão da diretoria a escolha dos novos membros irã ocorrer no mês de fevereiro de 2021.

      Octávio Souza Capuano completa sua gestão, onde foi comemorado os 70 anos da Comissão Gaúcha de Folclore além de serem realizados grandes eventos como cursos e o Fórum Estadual de Folclore, em Ijuí. Além disso, a CGF participou de diversos eventos acompanhando o Conselho Estadual de Cultura como o 3º Congresso Estadual de Cultura, Fórum Estadual do Patrimônio Cultural, oficinas de elaboração de projetos, captação de recursos e gestão, no 1º Fórum Estadual de Bandas, Corais e Orquestras, a exposição: Brinquedos e Brincadeiras do Folclore e a FENADI virtual.

     Foi ainda, na gestão de Capuano que a Senadora Ana Amelia Lemos, com apoio de outros senadores gaúchos, prestou homenagem à Comissão Gaúcha de Folclore, no dia do seu aniversário de 70 anos. Na oportunidade outras entidades foram agraciadas com a homenagem no senado federal, em Brasília.

     A diretoria empossada em dezembro de 2017 estava assim composta:

Presidente: Octávio Cappuano

1º Vice-presidente: Ivo Benfatto

2º Vice-presidente: Rogério Bastos (substituindo Fraga Cine, que solicitou afastamento) 

Secretária: Renata de Cássia Moraes Pletz

Tesoureiro: Daniel Zardo

      Ainda neste mês de fevereiro, a Comissão Gaúcha de Folclore irá apresentar a sua nova Diretoria e Conselho para o próximo triênio e que será responsável pelas comemorações alusivas aos 75 anos da entidade (2023).